Para clarificar a morada exacta do Espaço M, a Antiga Casa d'Os Dias da
Água, que fica no número 175, na rua de D. Estefânia, precisamente na zona
da Estefânia (e não na Luz Soriano, no Bairro Alto, como indicado no Ípsilon
/ Público).
Link directo google maps aqui -> http://maps.google.pt/maps
Bilhetes disponíveis desde quarta na Flur e na Matéria Prima!
|
Are you obsessed with the ghosts of rock and pop past?
Oh, that's what pop has always been – an appeal to passive nostalgia. Innovation? Who cares? Past pop's what gets these primal emotions going.
(Ariel Pink em entrevista à UNCUT em 2004) |
| BILHETES DE ATLAS SOUND AGORA A 7€ |
Amigo e músico Bradford Cox, que toca no Lux Frágil esta sexta-feira 4 de Junho, decidiu, juntamente com os promotores do espectáculo, que os bilhetes não permanecerão ao preço inicial de 15 euros, e irão passar a custar 7 Euros. O artista decidiu reduzir o seu pagamento pelo concerto para metade e a organização está a tirar mais de metade do preço inicial, devido a grande parte do público local não ter capacidade financeira de presenciar o espectáculo, no contexto da situação económica nacional e global. Para o público que já adquiriu o bilhete poderão reaver os seus 8 Euros de reembolso na loja onde o tenha comprado (Flur ou Matéria Prima) bem como na sala onde o concerto irá decorrer, a partir das 21h30 quando abrir a Bilheteira do Lux, neste espectáculo que conta com a primeira parte a cargo dos portugueses Aquaparque. |
O já clássico 'Leh Jani', Omar Souleyman |
Olhem para a barra ao vosso lado direito e podem ver as várias datas que temos até Julho, várias acabadas de anunciar.
Informação adicional sobre os concertos na secção de Programação. |
Strange Boys 'Be Brave' + Kate Moss |
| Vashti Bunyan a 13 de Maio no Lux |
| Concertos de Bill Orcutt cancelados |
É com enorme pena que a Filho Único comunica que, devido às cinzas produzidas pela erupção vulcânica que teve lugar há horas na Islândia, que tornou interdito o espaço aéreo em Inglaterra e em vários outros países do centro e norte da Europa, que a vinda de Bill Orcutt à Culturgest Porto, dia 16 de Abril, sexta-feira, e ao Museu do Chiado em Lisboa, dia 17 de Abril, sábado, estão canceladas.
São, como devem calcular, acontecimentos a que a Filho Único, a Culturgest, o MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado, e o próprio Sr. Bill Orcutt são completamente alheios.
O Bill ainda esteve a bordo de um avião em direcção à Europa, mas quando chegaram notícias de que o aeroporto londrino de Heathrow estava interdito, o voo foi remetido à sua origem em São Francisco.
Estamos neste momento em conversações com o Sr. Orcutt para que ele se possa apresentar ao vivo neste país o mais brevemente possível, em substituição destas datas canceladas.
A todos os que compraram bilhetes para a Culturgest Porto, o valor dos bilhetes pode ser reembolsado na bilheteira da Culturgest em Lisboa ou na Galeria do Porto.
Relativamente à actuação do Museu do Chiado, o valor dos bilhetes poderá ser reembolsado na lojas de discos Flur e Louie Louie.
A actuação do Bill Orcutt no Record Store Day, na loja de discos Flur, no Sábado, também está, obviamente, cancelada.
Pedimos desculpa a todos os que planeavam ver estas actuações.
|
| Estreia de Bill Orcutt ao vivo este fim de semana em Porto e Lisboa |
| "Emotion, Intelligence and wildness: |
These three elements made Can, and somehow make myself. Can was a punk group; we didn’t want to be social outcasts, but the way we were playing — actually as beginners — was something we had done freely and emotionally.
(…) It’s the same thing when I play French horn. I cannot play French horn. But the worst that could happen is that people start smiling.” |
Holger Czukay ao vivo a 14 de Maio de 2009, Roundhouse, Londres |
| dia 19 há rock, flautas e trás-os-montes |
Poster por Gabriel Abrantes |
Estreia nacional para o r'n'r estrepitoso dos Little Claw, E primeira projecção para 'Big Hug', novo filme de Gabriel Abrantes recentemente rodado em Trás-os-Montes, aqui musicado ao vivo por um flautista, como se fazia no antigamente. |
| Magina no Lounge esta Quarta |
“Você ressaltou a beleza de Tônia. É difícil ter uma mãe desejada?
Meus amigos viviam me perturbando. Ela era muito bonita e eu cansei de ouvir comentários do tipo: Pô, tua mãe é gostosa! Como naquele tempo as atrizes eram confundidas com putas, encarava como deboche, um modo de ofender.”
Cécil Thiré em entrevista a Viviane Rosalem para o Isto é Gente
www.terra.com.br/istoegente/56/entrevista/index.htm
|
A edição do SARAU de Março, no Museu do Chiado, acontece extraordinariamente apenas uma semana depois da edição do mês anterior.
Daí acharmos adequado o vídeo da Lula ao vivo no Teatro S. Luiz em Novembro último, quando acompanhada dos Tigrala, numa noite de antologia: |
Esta Quinta regressa o nosso SARAU ao Museu do Chiado, com uma noite preenchida por Matt Valentine & Erika Elder, Tigrala e Head of Wantastiquet, e com o apoio da Fundación Pampero, o que significa também serviço de bar à disposição no museu. |
Obra-prima de poster art da Joana da Conceição para a Filho Único. |
| Jandek - retratos e algumas situações |
'Somebody In The Snow' 1990 |
'Put My Dream On This Planet' 2000 |
'A Kingdom He Likes' 2004 |
'Raining Down Diamonds' 2005 |
'What Else Does the Time Mean' 2006 |
'The Myth of Blue Icicles' 2008 |
'Ready For The House' 1978 |
'Staring At The Celophane' 1982 |
'Interstellar Discussion' 1984 |
| Jandek - sítios e paisagens |
| Jandek - por transeuntes (ultimamente) |
Karthoum Variations' 2006 |
Dave Burrell Trio - piano
William Parker - bass/basse
Mike Wimberly - batterie/drums
Montreal, 2009
-------- |
Dave Burrell: Piano
Philly Joe Jones: Drums
Jeanne Lee: Voice
Archie Shepp: Tenor Saxophone
Julio Finn: Harp
Chicago Beau: Harp
Lester Bowie: Trumpet
'Blasé', Archie Shepp (BYG 1969)
-------- |
Piano Solo, Willisau, 1980
-------- |
“I remember Charli Persip told me something that stuck with me. I was passing out some brochures I'd made up in Detroit for this opera I was doing with Roy Brooks and Curtis Fuller and Marcus Belgrave. One of our artist friends had made a brochure for us with the word 'Revolution' written on the front, and I passed it out to Persip and he said 'How are you going to make something new if you don't know what came before?' That stuck with me, and I thought that before I go any further out, let me go back and make sure I have a very sound foundation. That was what I was always worried about - just being very, very sure of the tradition.”
Entrevista em 2004 à revista Paris Transatlantic www.paristransatlantic.com |
| Ryan Sambol dos Strange Boys a 2 Janeiro no Lounge |
Ryan, o coração e alma dos Strange Boys, apresenta-se ao vivo no Lounge a 2 de Janeiro, com entrada gratuita. Traz canções suas a solo, canções suas nos Strange Boys – as do magnífico ‘The Strange Boys and Girls Club’ deste ano e as do novo opus ‘Be Brave’, a sair em Fevereiro próximo pela Rough Trade.
Deixamos um acústico a dois, com o mano Greg Enlow como sedutivo: |
| Alèmu Aga em Lisboa e Porto esta semana |
P: Se dice que el sonido de la begenna tiene poderes curativos. ¿Puede su sonido curar?
R: Sí, por supuesto. Tiene un sonido muy suave y grave y cuando uno lo oye te fuerza a escuchar con mucha atención y te transporta através de los pensamientos. Como fuerza curativa también se menciona en la Bíblia. David antes de llegar a ser rey tocaba para el rey Saul de Israel y el rey Saul sufría una enfermedad parecida al insomnio y siempre que escuchaba el tono de la begenna todo su dolor y problemas desaparecían. Era una alivio y hacía llamar al joven David para escucharlo. También se cree que si se guarda el instrumento en casa tiene buenas radiaciones. Sí, se puede decir que cura pero entre comillas. No en el sentido de ir al hospital o al médico pero es una curación mental, alimento para el alma.
Entrevista a Alèmu Aga em:
http://thepaperisdreaming.blogspot.com/2008/06/interview-with-alemu-aga.html |
Ao nosso amigo Jack,
Obrigado por toda a generosidade, em todos os momentos. Por sempre teres o sido o mais real de todos os cabrões, senhor da mais benigna das recusas.
Por todos os jantares exuberantes de riso que um gajo partilhou, a beatificar os santos e a cascar em quem não merece estar tão vivo como tu, cada vez mais, estarás.
O maior dos brindes para um dos grandes dos nossos tempos, na guitarra, nos dias e nas noites,
Foste livre, e daqui em diante ninguém te apanha nunca.
Um abraço do tamanho do mundo,
dos teus irmãos de Lisboa.
|
| 3 nomes chave do som nacional para os 3 anos do Musicbox |
Dia 5 de Dezembro, a convite do Musicbox, a Filho Único programa os concertos do sábado em que se celebra o 3º aniversário dessa casa, numa noite com ENTRADA GRATUITA.
Assim, a partir das 23h, e em crescendo de décibeis há actuações de Sei Miguel, num duo do compositor e trompetista com o seu mestre de percussões de há anos, César Burago, seguido de uma actuação do trio Tigrala, e a fechar com a canção vanguardista dos Aquaparque.
Ficam com o lindíssimo novo vídeo dos autores de 'É Isso Aí', para a grande canção de amor portuguesa da primeira década do século XXI, "Saúde".
http://vimeo.com/7786580
|
"For instance, the other day I came across the first Sun City Girls LP on a blog. It's absolutely out of print, no way I will probably ever see it in a store or on eBay for a sum I could afford, so that left me with a clear conscience about downloading it for free. But I realized, how much pleasure would I get from it anyway? Why do that? Just to say I have it, that I have heard it? I decided not to download it because it would be much more enjoyable to at least share the experience with someone else. Maybe someone will play it for me one day. Until then, it's just information.”
Curta mas sumarenta entrevista completa aqui:
http://thequietus.com/ |
| Cole Alexander (Black Lips) mete discos na Caixa |
a seguir aos concertos de Sticks e Black Lips, Cole Alexander (o rapaz com o chapéu de marinheiro místico dos Lips) vai para o andar de cima da Caixa meter do melhor rock delinquente que tem andado por aí nas últimas décadas, num dj set que se espera positivamente decadente (com bar ao lado). |
Los Saicos "El entierro de los gatos" |
vídeo acabadinho de sair de Theo Angell para "field the mine", do álbum novo da Samara Lubelski, editado pela Ecstatic Peace. ao vivo no Museu do Chiado com Kuupuu na primeira parte, a 14 de Novembro. |
Samara Lubelski "Field the mine" |
A dada altura na página de artista dos figurões na Vice Records, o paleio de marketing para a banda atira “Their adversaries have been formidable and numerous, and they have bested them all.”. Querem-nos fazer crer que sim, que são maus como as cobras, que se endrominam para estados pior que um chapéu de um trolha, que em palco são a pele da cobra e espalhas brasas de primeira. Uma no cravo, outro na ferradura. Eles não são a tua mãe, não são o teu professor, mas também não são o teu melhor amigo nem a tua amiga promíscua que podes sempre cobrar. São os Black Lips. |
Vídeo da Tropa Macaca para "Fazer Chuva", lado A do seu novo e glorioso 7" 'Fazer Chuva / Fazer Sol', acabado de editar pela Rafflesia (Coclea, Phoebus, CAVEIRA). |
Blues Control ao vivo na digressão que passa pelo Museu do Chiado dia 25, num concerto no Kulturrampe em Krefekl, Alemanha |
| Recortes de imprensa para sexta e sábado |
The Wire, Fevereiro de 2007: 60 concerts (of all time) that shook the world: "The best set came from Lau Nau, the trio led by Laura Naukkarinen. Visibly pregnant, Naukkarinen gently strummed and bowed her stringed tools with soft precision, like a snake shedding its skin. Her spiralling songs were the most enchanting parts of an evening full of indoor campfires. Together, she and her Finnish comrades flipped the concept of the house show on its head, making a cosy indoor nook feel like the great outdoors." (Marc Masters)
Bruce Miller para a Dusted:
"It's a shame that the term "free folk" has been employed as a crutch to describe various rural dwelling musicians who all happen to make improvisational psych with a covert touch of American roots music, or idiosyncratic singer-songwriters whose sounds sometimes seem to hail from another, perhaps alternate era. Because the phrase truly belongs to abstract Finnish multi-instrumentalist Laura Naukkarinen (a.k.a Lau Nau). The three years since her debut, Kuutarha, have found her relocating to rural western Finland in order to raise her newborn son, and no doubt both place and motherhood affect the music on Nukkuu, an album of seemingly random placidity.
With musical assistance from her partner, Antti Tolvi, and traditional Finnish bowed lyre player Pekko Kappi, Naukkarinen––again playing at least 50 instruments, including juice glasses and fart whistle––approaches music as found sound. She mixes Estonian field recordings, toy piano samples, snippets of conversation, and church bells into noises as gentle and suggestive as that of a rose petal being plucked. Her use of drones is pervasive yet subtle, ultimately wandering with the tunes more than guiding them, making everything she touches some sort of fragmented lullaby or a recording of dreams. To say Nukkuu is the most gorgeous, meditative album ever made wouldn't be hype.
"Painovoimaa, valoa," with Kappi's lyre and layers of wordless vocals, is––to use a simple term effectively––peaceful. Like much of the music here, it seems to crawl out of itself, finally arriving at a fully formed song near its end. In fact Naukkarinen's vocals throughout much of this album are overdubbed in soft layers, weaving in and out and making room for other instruments. What underpins most of the tracks are a few chords or a melody, plucked on some odd ukulele or nylon-stringed guitar, snuggling under drones produced by bowed instruments or a distant organ. However, on "Lahtolaulu," she turns to a heavily distorted electric guitar and builds up a repetitive racket, giving the heavy grooves laid down by Mauritanian guitarist Hamadi Ould Nana a run for their money without sacrificing an iota of the bliss she's sustained.
Using odd instruments to make improvisational sounds and rhythms is hardly radical, but making music as compelling as the stuff on this CD will never cease to be. No doubt Naukkarinen, and, perhaps to a slightly lesser extent, some of her Finnish musical mates (such as Kemialliset Ystävät) are ever so unwearily taking pop music out way past the song. May they never bring it back."
E link para a entrevista do André Gomes para o Bodyspace esta semana, no contexto da estreia da Laura em concertos por cá - bodyspace.net/entrevistas
|
Lau Nau "Painovoimaa, valoa" |
"All this is to say Ryan Sambol looks like one of those kids who can't help but be a little strange, so he became really Strange instead, putting on a hell of a show along the way." Jennifer Maerz, 3 Julho no San Francisco Weekly |
The Strange Boys em Entrevista no Festival South by Southwest |
| Quarta no Lounge, 'Filho Único Apresenta' dois concertos: David Maranha e Coclea. |
Ambos senhores com fascínio pelo ritual, mas munidos e empreendendo mecanismos e caminhos distintos para o desenhar e partilhar.
2/5 da casa passa música na noite, o costume, sempre diferente. |
O rock é exercício do costume, dos que costumam ouvir, dos que cresceram no costume. Dia 28, também no Lounge e convictamente à pala, os Strange Boys passam por Lisboa para nos seduzir para o seu 'The Strange Boys and Girls Club'. Gente difícil, música fácil e ao perto e tão boa ao vivo que contado já ninguém acredita que existe/iu, como Brian Jones. (André) |
The Strange Boys - "Drugs Iggy Drugs" ao vivo no The Smell, LA |
 |
Quando foi a última vez que tomaste contacto com Toral e a sua obra?
Talvez no passado dia 19, na Culturgest, em trio com Tatsuya Nakatani e John Edwards?
Talvez quando ouviste falar na sua imperial prestação no No Fun Fest, em NYC, acompanhado de Trevor Tremaine e C Spencer Yeh?
Ou talvez quando leste sobre a sua suculenta tour pelo Pacífico, no ano passado (Coreia, Japão, Austrália, Nova Zelândia).
O mago é criativamente insaciável e a sua obra comprova-o, aí incluindo-se o seu novíssimo website, ao qual recomendamos uma visita em rafaeltoral.net. Até ringtones do Space Program podem orientar, de borla!
De borla também, e num contexto fresco e aberto, é o concerto do Rafael nesta próxima Quinta-feira, dia 2 de Julho, no Museu do Chiado. Este concerto, bem como o de Tó Trips umas semanas mais adiante, insere-se na iniciativa da instituição com a Filho Único baptizada de 'Quintas à Noite no Museu'.
De explicar, no entanto, que esta Quinta é dia também da inauguração da nova exposição temporária do Museu, 'Arte Moderna em Portugal: de Amadeo a Paula Rego' (http://www.museudochiado-ipmuseus.pt/pt/node/686), estando o Museu aberto até às 21h, hora em que então se iniciará o concerto do Rafael Toral no exterior, no jardim das estátuas. (André) |
 |
A criatividade ou expressão artística de Tony Conrad não pode ser categorizada por uma única disciplina ou dimensão estética. Com certeza ele é notoriamente reconhecido como músico e realizador de filmes experimentais, porém ele é também um pintor, fez vídeos e performance, e, ao mesmo tempo, revelou-se um mediador do seu conhecimento através dos seus escritos publicados e actividade enquanto docente universitário. Dessa forma, o homem tornou-se uma figura central para muitos artistas americanos de uma geração mais nova, a partir dos 70’s, como Tony Oursler e Mike Kelley, entre outros, pois deixou para trás a tradição formal modernista abraçando o universo pós-medial no campo da arte contemporânea.
Entre inúmeras histórias de algibeira que abundam sobre esta lenda viva, podemos desta vez lembrar aquela quando Lou e John se mudaram para um apartamento em NY anteriormente habitado por Tony Conrad. Lá, encontraram um livro, pertença do anterior inquilino, intitulado ‘The Velvet Underground’.
O concerto desta terça-feira no auditório da ESBAL é fruto de uma colaboração entre a Filho Único e o Centro de Investigação e de Estudos Arte e Multimédia, com o apoio da Fundação de Serralves. Domingo, 14 de Junho, Tony Conrad apresentar-se-á no auditório do MAC Serralves com Genesis P. Orridge, contando ainda com a participação de Morrison Edley (Psychic TV/PTV3). Mais info sobre isso aqui: http://www.serralves.pt |
Quarta, 10 de Junho, acontece a segunda noite mensal ‘Filho Único apresenta no Lounge’, desta feita, com os Time Machine. A banda é contituída por Rui Dâmaso e Zé Miguel dos Loosers mais J. Romão na guitarra e Bernardo Devlin na voz.
Uma banda de ‘garage’ com um vocalista que nos vai pôr a pensar que aquilo são os Walker Brothers do inferno? Vai ser mundial. (André) |
Na tarde da final da taça de Portugal, vai haver Uma Avenida no Serralves em Festa. A última das últimas foi mesmo a última e esta não é o início da franchise. É do campo do partir o molde e empreender uma matinée memorável, sem remorsos ou nostalgia, porque são todos do domínio do agora. |
No dia em que em Atenas estalou um motim nas ruas, com convergência no parlamento nacional, impulsionado pela comunidade muçulmana que protestava pelo acto de uma alegada destruição de um Corão por um agente da polícia grega, Ariel Pink e a sua banda arrebatavam corações e confundiam mentes no Technopolis. Será como apanhar Bobby D e The Hawks na altura. |
ARIEL PINK'S HAUNTED GRAFFITI ao vivo em Atenas |
Ecstatic Peace Election Series: Joe McPhee
|
Norberto Lobo apresenta o seu novo disco ‘Pata Lenta’ na Casa do Alentejo. Noite de festa para todos os que gostam do Norberto e do seu já soberbo corpo de trabalho, que a partir de agora conta com mais um capítulo. (André) |
 |
Espera-nos uma noite que coloca o festival num patamar de maturidade e sofisticação que talvez no início não se vislumbrasse ao longe, perto. William Basinski (nascido em 1958 em Houston, Texas), uma referência da música que experimentou e experimenta norte-americana, perspectivada algures após a revolução de john cage e testemunhando brian eno, pisa palcos lusos pela primeira vez. Nos anos 90, tal como, por exemplo, os Sunn O))) não se atreveram a começar convenientemente a sua actividade pública sem trazer à luz o trabalho dos Earth, Carsten Nicolai achou ideal, pouco depois de começar a Raster-Noton, editar o assombroso ‘Shortwavemusic’. A sua obra parece lidar de uma forma singular com a ideia de arquivo, não se revelando as suas peças em acervo como uma massa amorfa de ‘found sounds’ e ‘tape loops’ por ou com sistemas de ‘delay’, mas, apenas uma opinião, o processo de arquivar que levou a cabo nos anos 80, desaguando mais tarde na sua especificidade editorial, tanto produziu quanto gravou o evento, pondo em causa a sua relação com o futuro, ou seja, hoje.
|
 |
Industrial é uma palavra feia e suja hoje em dia. Se bem que na altura também o era. Para os ouvidos de muitos, os Whitehouse fazem música industrial porque é música alta, agressiva e ruidosa. As letras são sobre crimes sexuais, serial killers, genocídio, depressão, raiva e alienação. O seu universo é violento mas não de estética de banda-desenhada, antes cultivado no universo literário do Marquês de Sade. Contrariando a tendência de alguns pares – aferição atribuída por críticos e fãs, não necessariamente anuída pela banda – como os SPK ou Cabaret Voltaire, os Whitehouse não evoluíram para terrenos inventado pelo techno no final dos 80’s, “porque isso diluiria a potência e pureza de um som que aspira a emoções mais extremas”, palavras do próprio. A sua música encontra adeptos num pequeno nicho que ao longo dos anos foi sofrendo variações ou picos de interesse das margens dessa margem que o constitui, por motivos de paleio e acção fora dos palcos e discos dos seus membros, porque a sua música não é feita para consumo massivo. São reaccionários, vestem-se mal, têm convicções. Construíram um percurso trabalhando a representação do bruto e do abrupto, estando registada por uma diversidade e magnitude textural sem paralelo na história da música extrema. (André)
|
| Este Sábado só há um sítio |
RECORD STORE DAY
Na Flur, das 13h às 21h.
Mais informações em blog.flur.pt |
| Mais dois caminhos para um hoje futurista |
Novo vídeo dos Black Dice para "Glazin" |
ao vivo em Nova Iorque, 11 de Abril, 2009 |
| O'Malley e Anderson falam um pouco |
Vídeo com Stephen O'Malley, que toca pela primeira em Portugal a solo na Culturgest Porto, e Greg Anderson (a outra metade dos Sunn O)))), em considerações e observações sobre o seu trabalho, aqui no contexto de uma actuação com o mítico Julian Cope.
Bilhetes ainda à venda na Culturgest Porto e na Culturgest Lisboa, assim como através da Ticketline. Entrada única preçada a 5€, com o concerto a começarem na Avenida dos Aliados às 22h. Até lá.
|
por Cláudio Fernandes camera |
| Filho Único na Culturgest Porto |
 |
É com enorme agrado que anunciamos os primeiros dois concertos que a Filho Único está a comissariar para o espaço da Culturgest Porto, no nº 104 da Avenida dos Aliados, edifício da Caixa Geral de Depósitos.
Com cinco actuações programadas ao longo de 2009, estas noites iniciam-se já no próximo dia 11 de Abril, com a estreia nacional a solo de Stephen O’Malley, figura fundamental na abertura estética e formal do metal para o campo das ideias mais transgressoras e corajosas nesta década. Seja através do Sunn O))), ou colaborando com Peter Rehberg, Attila Csihar ou Lasse Marhaug, O’Malley é dos vitais criadores da música de peso deste arranque de século.
O segundo concerto será um solo do incontornável Joe McPhee. Multi-instrumentista (mesmo que se dedique maioritariamente ao saxofone) com 40 anos de trabalho, colaborou já com uma quantidade obscena de músicos desde os 60s, de Ornette Coleman, a Peter Broetzmann ou Pauline Oliveros. Dos grandes vivos do jazz, tão vital como sempre, dono de invejável fraseado, arrojo e visão. Esta actuação precede uma série de datas de Joe McPhee no âmbito dos encontros do Jazz em Centro em Coimbra.
Bilhetes para ambos os concertos estão à venda na Culturgest Porto, Culturgest Lisboa, bem como nos locais habituais associados à Ticketline. Para ambos as actuações, estão preçados a 5€.
|
| Dois dos grandes que puseram o ruído na rua esta década, na ESBAL, este dia 4 de Abril |
Aaron Dilloway (ex-Wolf Eyes) e Nate Young (ainda Wolf Eyes, Demons, etc) são dois dos agentes fundamentais para a acessibilização do vocabulário do ruído e do som (antes e para lá da música) enquanto ferramento de libertação das gentes. Através dos Wolf Eyes, de edições em cassete, cd-rs e demais manufactura DIY, osciladores e maquinaria de electrónica caseira, inspiraram uma geração de delinquentes e aspirantes a, a dedicarem-se ao ruído portátil como mecanismo de expressão criativa, num movimento que acaba por ter vários paralelos com o punk hardcore nos anos 80 e 90.
Apresentam-se ambos a solo, com os seus gravadores oito pistas, caixas mágicas de ruído inumano e tácticas de filme de terror transcendental no auditório da Faculdade de Belas Artes, para duas lições a solo do que é pensar para lá da melodia e da harmonia e do ritmo e do linear.
Antes, entretanto e depois, Afonso Simões (Phoebus, Gala Drop, Fish & Sheep R.I.P., Curia, etc) vai estar a passar discos para a boa disposição dos que aparecerem. Entradas custam 5€ e estão disponíveis na Flur e na Louie Louie e 3€ para os alunos da faculdade de Belas Artes de Lisboa.
|
| GUITAR TRIO no Museu do Chiado, dia 21 de Março |
 |
Eventualmente a obra-prima de Rhys Chatham, 'Guitar Trio', composição de 1977 para guitarras eléctricas, baixo eléctrico e bateria, foi editada em 2008 pela Table of the Elements, reinterpretada por alguns dos mais relevantes músicos de rock de vanguarda das últimas décadas. 'Guitar Trio' será, ao lado de 'Ascension' de Glenn Branca, o momento chave de influência na estética instrumental da no-wave novaiorquina.
Constituída por um único acordo de Mi, 'Guitar Trio' é o âmago do rock no seu mais reducionista e simultaneamente mais maximalista. Rock enquanto libertação, êxtase e explosão; rock enquanto ritual, linguagem, vocabulário. Vive tanto no mundo da arte conceptual, como na vanguarda da música contemporânea académica do séc. XX, como num clube de rock.
Chatham, responsável por uma vasta obra de procura e descoberta de novos sons e expressões, passou, de forma mediática, por Portugal, aquando da apresentação da sua peça para 100 guitarras (gerida por Rafael Toral, à época), 'An Angel Moves Too Fast To See', no Coliseu de Lisboa.
Desde o ano passado que Chatham irá estar a tocar este 'Guitar Trio' por todo o mundo e com uma multitude de luminário do rock das últimas décadas - de Thurston Moore a Kim Gordon, John McEntire, Keith Fullerton Whitman a C Spencer Yeh -, convidando sempre músicos locais, e que resultou já no lançamento do celebrado disco triplo 'Guitar Trio Is My Life'.
No caso particular de Lisboa, a banda será constituída por uma série de músicos notáveis do aqui e agora local. Nas guitarras eléctricas estarão, para além de Chatham, Norberto Lobo, Guilherme Gonçalves (Gala Drop, Cóclea), Guilherme Canhão (Lobster), Rui Dâmaso (Frango, PCF Moya) e Manuel Gião; no baixo eléctrico outro Rui Dâmaso (Loosers, Time Machine), e, na bateria, Afonso Simões (Phoebus, Gala Drop, Fish & Sheep R.I.P., etc).
Esta actuação, que precede a apresentação do 'Guitar Trio' no Metropolitan em Nova Iorque, conta também com filmagens do final dos anos 70 do artista visual Robert Longo.
|
| Sexta-feira há três senhores a contar histórias no Maxime |
 |
Triple-bill de gente que grama viajar e contar histórias, mesmo quando não está a cantar.
Sir Richard Bishop, caixeiro viajante, menestrel contemporâneo, carrega consigo as músicas de toda a terra que já pisou e é dos guitarristas mais impressionantes e comoventes que já vimos subir a um palco (para além de ser das melhores pesssoas). Foi fundador dos Sun City Girls no início dos anos 80, e tem vindo a alterar a visão do consciente colectivo do que é interagir com todo o tipo de expressão sonora, de que origem seja, desde então. Algures entre Django, Chet Atkins, os maiores bandidos do rembetika grego e o misticismo saudável (do charlatão até à magia benefactora séria).
Tó Trips (que fez o poster que acabaram de ver; agradecidos) vai apresentar o seu novo trabalho de guitarra acústica clássica, algures entre Paredes, Ribot e as ruas mais tristes e bonitas da Alfama escondida. Melodias simples e totais, com encaixes harmónicos de negrume com feixes de luz a rasgar em cada esquina.
A arrancar a noite, Gabriel Abrantes, já celebrado e progressista artista visual, vai dar o seu primeiro concerto público (facto de que acabámos de tomar conhecimento (!!)), que prevê com uma tirada mais ou menos assim -- ‘vocais pan-harmónicos a reverberar religiosamente em quatro cantigas sobre a amizade, Oprah Winfrey, Martha Stewart, viajems intercontinentais, e cocó’.
A música começa às 22h30 e as entradas custam 7€. Reservas podem ser feitas para reservas@filhounico.com |
| Dica para hoje, quarta-feira, no 28º dia de Janeiro de 2009 |
 |
Noite com um trio de concertos com uma lenda-instituição máxima do underground americano dos últimos 20 e muitos anos, o sr. Tom Smith - ex-pussy galore, peach of immortality, ohne, e mentor dos gigantescos TO LIVE AND SHAVE IN L.A.
O homem é dos maiores, mais sérios e potentes vocalistas do rock moderno. a última banda dele que girou pela europa incluía gente com o mark morgan (sightings), andrew wk (o próprio), rat bastard ou don fleming (produtor mítico, ex-gumball), para se ter uma ideia.
Poesia pós-rock'n'roll de libertação com a maior das ciências e mestria, primeiro em duo com pedro gomes (guitarra eléctrica), depois em trio com os tropa macaca (!!!!!!!!!) e finalmente a solo. durante a noite o afonso simões vai estar a meter discos/mixtapear.
A ENTRADA É LIVRE, e às 22h30 já há música a ser tocada.
O espaço o século, para quem não conhece, é sensivelmente a meio da rua do século. não se paga para entrar, pode-se fumar e dificilmente há melhor programa no dia em lisboa. |
 |
Arranque de preparações finais para a última festa Filho Único da Avenida no #211 da Av. da Liberdade, com algumas coisas importantes a comunicar. Não vamos fazer quaisquer reservas, sendo que a música começa às 21h30 e as portas (e subsequentemente a bilheiteira) abrem às 21h. As últimas duas edições esgotaram, pelo que se quiserem vir se calhar o melhor é chegarem a horas e aproveitam para ver a música toda.
Venham é jantados, que infelizmente já não vamos poder contar com a presença da Comida do Povo para esta edição. Fora os 19 concertos (todos ali na barra da direita e mais detalhadamente na secção Programação, há Deep Listening Station com o Zeca dos Discos, banca Daemond Deamond e a inevitável merch table dos amigos da Flur. Em baixo segue o horário de actuações:
21h30 - Gustavo Sumpta
22h00 - Kazike + Guilherme da Luz; Alexandre Estrela e J. Braima Galissa
22h40 - Rita Braga e Sei Miguel
23h00 - Ritchaz & Kéke e Alexandre Estrela
23h15 - David Maranha e António Contador + Calhau!
23h30 - Aquaparque
23h40 - Os N'Gapas
24h00 - Alexandre Estrela
00h20 - Panda Bear DJ Set; The Glockenwise e Frango
1h00 - Tropa Macaca
1h10 - Lobster e Coclea
1h35 - Zonk
2h00 - Loosers
|
| Jandek em Serralves, Janeiro |
 |
Estreia nacional da que é “uma das figuras mais fascinantes da música do século XX” (e dos dias de hoje), e provavelmente o homem que levou a solidão e isolamento no processo de trabalho aos maiores extremos em toda a história conhecida da música independente. Eremita, compositor de canções de abandono, entropia e superação, é editado pela misteriosa Corwood Industries desde o final dos anos 70 e, dezenas de discos e quase 30 anos depois de arrancar a carreira, apresentou-se pela primeira ao mundo (sem nunca ter dado entrevistas, sem nunca ter comunicado com os media em discurso directo) num concerto em Glasgow, em 2004, onde não vinha sequer listado.
Desde então realiza um número bastante limitado de actuações por ano, pelo que é um enorme prazer anunciarmos que a Filho Único e a Fundação de Serralves, em co-produção, irão apresentar um concerto deste criador incomparável. Na véspera, a 9 de Janeiro, a Fundação de Serralves irá projectar o filme “Jandek On Corwood” (Chad Friedrichs, 2003), documentário sobre a carreira do artista à época nunca avistado.
|
| Último dia da Filho Único no 211 |
Última edição de sempre das festas do #211 no espaço AVENIDA, da Av. da Liberdade, para fechar um ciclo de quatro celebrações que juntaram dezenas e dezenas de alguns dos músicos mais fantásticos do Portugal contemporâneo (e alguns viajantes de outras terras) dos mais variados quadrantes por um andar inteiro de salas que se encheram de gente, entusiasmo e sentimento de ocasião. O cartaz, ainda em construção, irá incluir 19 nomes para o 19º dia de Dezembro em que toma lugar. Para manter especial o que o é, uma festa de arromba – a última. Nomes já confirmados na barra de concertos ao lado direito.
|
Peter Bastian, ritual pré-concerto @ AVENIDA, 21/12/07 |
Rentrée Filho Único com uma série de concertos anunciados (ver lista compreensiva na faixa direita aqui no site, também para saberem onde podem adquirir entradas em pré-venda) em vários pontos vitais da cidade. Fiquem com uma série de vídeos de algum do povo que vem cá tocar.
Primeiro, a obra-prima dos Wooden Shjips (ao lado da também monumental "Shrinking Moon For You"), "Dance, California" - riff absolutamente homicida, ritual monolítico, trip psicadélica imaculada, vídeo perfeito.
|
Wooden Shjips "Dance, California" |
Entre colocar o clip para a belíssima "Heart of Chambers", vídeo do último álbum da banda, ou "Master of None", uma das faixas-chave do primeiro disco, optamos pela última opção. Assim que o vimos percebemos que tínhamos que os trazer ao Maxime, que parece ser geminado com o cabaret onde gravaram este estranho pesadelo. |
Beach House "Master of None" |
É tramado escolher que vídeo pôr aqui do senhor Peter Kember (podem ver uma selecção do que há por aí no youtube na secção 'Programação', mas fica esta sessão de hipnose, com camadas e camadas de sintetizadores a flutuarem e cruzarem-se no espaço, numa actuação em Los Angeles de 2007. |
Spectrum - "The End" ao vivo no The Echo, Los Angeles |
|
Religious Knives @ Cake Shop, nova iorque, 2007 |
Estreia
nacional da unidade vital novaiorquina Religious Knives, trio de
membros fundadores de outras estruturas fundamentais da big apple
revolucionária desta década, caso dos Double Leopards
e dos Mouthus. Aqui em desmontagem de canção, psicadelismo,
freeform e trip cósmica. A abrir a noite, na data final que
une estas duas bandas numa digressão europeia, os Gala Drop
mostram os trilhos de 'Ubongo', seu magistral registo de estreia
- linguagem nova, aglutinando e libertando kraut, kosmische, dub
e algo puramente para lá de género, num dos discos
mais marcantes da história do underground nacional, prestes
a rebentar. |
| LSD
March e Ignatz, Museu do Chiado, 18 de Setembro |
|
Rentrée do Sarau em Setembro, com viagens espaciais de blues psicotrópicos
de Ignatz, e o massacre/romance aterrorizante dos japoneses LSD
March, em estreia nacional - aqui fica a prova. |
|