ALEXANDRE ESTRELA
Artista visual português partilha uma peça da sua vertente de coleccionador e buscador de momentos revelatórios, onde dimensões ocultas rebentam e se tornam visíveis. 'A Chamada / The Call', vídeo de 2002, é um desses acontecimentos de iluminação espontânea, tipo o Tesla a brincar em casa e a descobrir um buraco negro, onde o Estrela encaixou uma peça sonora de Giulius Van Bergeijk. 'A Chamada / The Call', apresentada em público pela primeira vez, será apresentado três vezes - às 22h, 23h e 24h.
A Chamada / The Call
DV Pal, cor , Stereo 2002.
Sessão de improviso com telemóveis em feedback, realizada durante uma inauguração, à porta das Tercenas do Marquês.
Misturado com The Call de Giulius Van Bergeijk
Telemóveis - Alexandre Estrela, Miguel Soares, João Vinagre, Pedro Rogado, Manuel Henriques, Nuno Delmas e Tiago Borges
Voz - Ana Cristina Henriques
site oficial
www.alexandreestrela.com
espaço oporto
www.oportolisboa.blogspot.com |
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AQUAPARQUE
Numa época de um cada vez maior número de malta à vontade para cantar em português mas que ainda soa desconfortável com o português que canta, os Aquaparque destacam-se da norma. Letras brilhantes, entrega destemida e poesia das realidades espirituais, cruzam-se com beats, canções profundamente contemporâneas e programações chutadas de trivela. Algures entre Excepter, Variações, Omar S e Luís Portugal se fosse jamaicano, desmontam a estrutura linear da canção ocidental, num processo de mixagem e cruzamento de fontes genial. A rebentar.
myspace www.myspace.com/aquaparque
video www.youtube.com/watch?v=Th_9cBSDo4U ao vivo
video www.youtube.com/watch?v=sxOaxBEfg80 video promocional
video www.youtube.com/watch?v=z96T0UsTg dancarinos na Aquaparque, Alcobaça |
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COCLEA
Responsabilidade de Guilherme Gonçalces, Coclea é dos mais meritórios projectos a sair de Portugal no último par de anos. Ritualista de alma inteira, Gonçalves esculpe, com o seu manancial de instrumentação e aparelhómetros cósmicos, paisagens e realidades abstractas, a sua visão própria do trilho para a libertação espiritual, a fuga das formas, o encontro do eu com o metafísico, a libertação do momento em que a ascese se torna rebentamento e os seres voadores voltam ao espaço.
Já com dois lançamentos de tiragens pequenas, uma em regime de edição de autor, outro pelo centrão barreirense Searching Records, Gonçalves prepara-se para lançar o seu primeiro disco com maior circulação pela Ruby Red. Nós, que já tivemos a fezada de o ouvir, fazemos jura de escuteiro que se trata de um maravilhoso exemplo acabado de arquitectura de trip, faseado com o ritmo dos pacientes e guiado pela luz dos anjos.
myspace www.myspace.com/coclea
video youtube.com/watch?v=CgGjcmjVew0 ao vivo no helbaard (parte 1)
video youtube.com/watch?v=PWfg7EhJQbc ao vivo no helbaard (parte 2)
entrevista pela bodyspace www.bodyspace.net/entrevistas.php?ent_id=198 |
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FRANGO
Baluartes da dinamização de movimentos subversivos e música invulgar no Barreiro, os Frango de Rui Dâmaso e Vítor Lopes continuam o seu poético processo de dinamitação de fronteiras entre géneros de expressão, apegando-se constante e renovadamente à busca por novas coisas de sentir. Com os anos aprendemos a não fazer puto ideia de como vai ser um concerto deles, e essa é mais uma dessas preciosas ocasiões.
myspace www.myspace.com/frangofrango
editora www.myspace.com/searchingrecords
video youtube.com/watch?v=DILY25io4jM ao vivo no TEB, Barreiro
video youtube.com/watch?v=3MdpcMByODc ao vivo no Alburrica Bar
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GUSTAVO SUMPTA
"Artista plástico e performer que começou a expor e a apresentar o seu trabalho na década de noventa. Tem apresentado regularmente o seu trabalho na Galeria ZDB em Lisboa bem como no âmbito do projecto Salão Olímpico (2003-2006) no Porto, das exposições Terminal (2005) em Oeiras e In.Transit (2007) no Porto, da Plataforma Revolvér e da Galeria VPF Cream Arte em Lisboa onde apresentou a sua primeira exposição individual ("Quando se reúne muito trabalha-se pouco") em Janeiro de 2007.
Começou a desenvolver a performance enquanto media artístico específico a partir de 2003, ano em que participa no LAB10 com o projecto Bala, expressão de contentamento e que colabora com o coreógrafo João Fiadeiro e o cineasta Pedro Costa na criação de "The End of a Love Affair".
Para além de artista plástico, exerceu actividade profissional nas áreas do Teatro, da Dança e do Cinema. No Teatro, foi membro fundador do grupo Pogo Teatro tendo participado nas criações desse colectivo entre 1995 e 1999, participou ainda em diversas produções dos Artistas Unidos entre 2000 e 2003. Na área da Dança, colabora com a RE.AL desde 2002 tendo participado nas criações "Existência", "O que eu sou não fui sozinho" e "Para onde vai a luz quando se apaga?", todas dirigidas por João Fiadeiro. No Cinema, tem tido colaborações pontuais das quais se destaca a participação no filme "Juventude em Marcha" de Pedro Costa.
Foi seleccionado para o Prémio EDP Novos Artistas 2007." in www.re-al.org
O Gustavo vai apresentar uma peça intitulada "bitoque de picanha com ovo a cavalo", que envolve, entre outras coisas, uma garrafa de grogue por beber, uma pistola de pregos e folhas a cairem de uma parede depois de coladas com cuspo. Ritual potente, parar durar o tempo da garrafa ficar vazia.
info www.re-al.org
video youtube.com/watch "Primeira lição de voo. Pobre não tem metafísica"
video youtube.com/watch?v=98Au-4N28pQ "Ser artista em Portugal"
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KAZIKE + GUILHERME DA LUZ
Construtor de sintetizadores modulares há décadas, colaborador regular na mesa de mistura de todos os grandes no arranque do krautrock, Kazike vive há anos escondido em Lisboa a fazer à mão as suas gigantes máquinas de osciladores, LFOs, inputs e outputs. A sua música é do cosmos da electricidade pura, a sua narrativa a da surpresa e da hipnose analógica, o seu aparato o de um cientista zen do som absoluto. Rara aparição ao vivo de uma lenda secreta, em duo com Guilherme da Luz, pesquisador de trips meditativas beatíficas e membro da encarnação mais recente dos históricos Tantra. Mandatório para os cósmicos da noite da lisa.
site oficial www.cluboftheknobs.com
myspace www.myspace.com/guilhermedaluz
video www.cluboftheknobs.com/videos/destruction.mpg ao vivo no CCB
video www.cluboftheknobs.com/videos/fear2.mpg ao vivo no CCB |
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LOBSTER
Há já uns três anos e tal a espalhar electricidade positiva e construtiva pelas caras de Portugal e da Europa, os Lobster são daqueles que permitem ao rock permanecer música de rebelião e celebração. Guitarra e bateria para sempre na peregrinação da felicidade, por dois dos sorrisos mais bonitos do som nacional. Ocasião perfeita para encarar a roda de bico como uma forma profundamente contemporânea de aquecimento central.
myspace www.myspace.com/wearelobsters
video www.youtube.com/watch?v=IbT3TW7LK9U "Keep it Brutal"
video www.youtube.com/watch?v=UXgFrZLTgWQ "Colours" |
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OS N'GAPAS
De regresso ao quarteto fundador de Best One, Puto Adidas, Puto Chano e Motorela (de volta de Luanda), Os N'Gapas continuam a sua segura progressão no kuduro e na tarrachinha. Faixas recentes, como "Dicas da Banda" (ver o link - é clássico), "Poxter" (idem) ou "Tá em Dief" com os BF são prova que não vai tardar muito até que comecem, cada vez mais e maior, a incendiar pistas e clubes e a rebentar um pouco por todo o lado. Ché.
myspace www.myspace.com/osngapas
musica www.imeem.com "Dicas da Banda"
video youtube.com/watch?v=UC7lh52Dwjs "Poxter" |
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RITA BRAGA
Dedicada inteiramente à actividade apaixonada da interpretação, a Rita Braga é um caso muito particular de alguém que consegue transpôr o fascínio mais puro e a admiração mais genuína pela música que o passado nos deixa todos os dias. Com um apego comovente por moogs e teclados marados de décadas idas, música telúrica um pouco de todo o mundo e a fantasia das estrelas pintadas à mão, a forma como desenha a antologia que é o seu songbook não vai encontrando grande paralelo. A filha consentida de Bruce Haack, de Tiny Tim e do Tweety, em mais uma página bonita do livro de histórias que vai escolhendo contar-nos.
myspace www.myspace.com/superbraguita
video www.youtube.com/watch?v=CnBoF--0hNk "Katyusha" c/ Sergei Carlope
video www.youtube.com/watch?v=IVlDj0DJMVA ao vivo na Glasslands Gallery |
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RITCHAZ
& KÉKE
Filhos de Cabo Verde via Outorela/Portela, Ritchaz & Kéke pegam a kizomba e dão-lhe bpms para a pista. Por cima, falam menos de meninas e de romance, ao invés deixando rebentar poesia de bairro, em energia afirmativa, positiva, imponente, entre linhas de baixo de reggae e dancehall, a sincopação do zouk e instrumentação digital escolhida a dedo pelos deuses da simplicidade. Se têm o infortúnio de viverem em 2008 em Lisboa sem nunca os ter ouvido, imaginem os De La Soul do início dos anos 90 a trazerem a festa da Praia e de Santiago para os subúrbios e bairros sociais que Portugal escolheu abandonar. Punhos cerrados ao alto para a luta pela boa onda.
myspace www.myspace.com/ritchazekeke
video www.youtube.com/watch?v=_ufKYQgcRqQ |
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SEI MIGUEL
Trompetista, player e compositor de notável musicalidade, noção tímbrica, espacial, harmónica, rítmica e possuidor um fraseado depurado até ao céu, Sei Miguel vai trilhando o seu caminho de constante invenção e revolução no jazz. Aqui, o seu trio regular dos últimos anos largos, com Fala Mariam no trombone e César Burago nas percussões, adensa-se até à formação de quarteto, com a presença especial de Guilherme Rodrigues, no violoncelo.
site oficial rt2.planetaclix.pt/seimiguel/enter.html
video www.youtube.com/watch?v=JOaSPj9DiL4 ao vivo no Sonic Scope |
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THE GLOCKENWISE
Muita malta se esquece, mas no rock só se acredita quando se sente que se pode acreditar. Muita merda é desculpada porque soa a rock, o que tem vindo a perpetuar uma data de mediocridade num género que, depois de milhões de mortes anunciadas, continua a ser universo de criações incríveis.
Os Glockenwise, bando de putos rockeiros de Barcelos, acreditam. E isso sente-se, e faz-nos acreditar igual que eles, que isto de pegar em electricidade e berrar é história séria. Algures entre os Rocket From The Tombs, Dead Boys e o primeiro disco dos Damned, num uivo em estreia até à capital para partir a loiça toda.
myspace www.myspace.com/theglockenwise |
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TROPA MACACA
Duo de Joana da Conceição e André Abel, tirsenses muito recentemente relocados à capital nacional, os Tropa Macaca preparam-se para mais um ano de produção discográfica que a história nunca irá ignorar por mais que o presente o tente. A fundamental editora norte-americana Siltbreeze, da qual é proprietário Tom Lax (casa de gente como os Harry Pussy, Dead C, Charalambides, Sic Alps ou Blues Control), irá lançar, algures na Primavera de 2009, a próxima obra-prima do projecto que anda algures entre o inacreditável e o incrível. O magnífico 'Fiteiras Suadas' (pela Qbico), se ainda lhe conseguirem deitar a mão, é mais um tratado de electrónicas mutiladas e guitarra samurai cyborg, em delirante desconstrução neurótica e fluida das propriedades hipnóticas da repetição. Prestem toda a atenção.
myspace www.myspace.com/tropamacaca
video www.youtube.com/watch?v=8JPW9V7mMRY Tropa Macaca
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ZONK
Sets alimentados pelo amor ao jack e ao house old school de Major e Photonz, contam nesta noite com a presença de Márcio Matos, para fechar o triângulo mágico que normalmente constitui a receita para as celebrações Zonk de meter música da boa. Vale tudo o que tenha o pulso marcado com a graciosidade e ímpeto que a pista merece, acompanhado por linhas de baixo e sintetizadores que transcendem a sofisticação e voltam a ser simples, primordialmente dançáveis. Eternamente à procura do beat que justifique a nossa existência, os Zonk a ajudarem a fechar a nossa Avenida no meio do ritmo.
myspace www.myspace.com/tamborzonk
myspace www.myspace.com/photonz Photonz
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Local: AVENIDA 211 - Av. da Liberdade 211
Data: 19 de Dezembro
Horário: 21h30
Entrada: por confirmar |
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JANDEK
Há um pouco mais de três décadas, em Houston, no estado norte-americano do Texas, uma editora, a Corwood Industries, produzia o seu primeiro álbum, 'Ready For The House', atribuído ao grupo The Units. Na capa, uma sala daltónica e a janela selada por uma cortina amarela; no disco, uma guitarra acústica afinada para lá de qualquer normalidade, uma voz como uma aparição, desolada e inatingível. Poucas palavras, esparsas, brutalmente exactas e simples.
Foram necessários três anos para que a Corwood voltasse a lançar outro registo, mas em 1981, com 'Six on Six', surge pela primeira vez o nome Jandek (em substituição, por razões legais, de The Units). No quarto de século que se seguiu, mais de meia centena de álbuns viriam a ser editados por esta entidade, que escolheu nunca conceder uma entrevista sobre o seu trabalho, nunca ser fotografada para o público a não ser através do artwork dos seus discos, e nunca se apresentar num concerto, até 17 de Outubro de 2004. Essa tarde em Glasgow, no âmbito do Instal Festival, um “representante da Corwood Industries” subiu ao palco para cerca de duas horas de música. Para muitos, foi como se célebres reclusos como Pynchon ou Salinger estivessem pela primeira vez aos olhos do mundo. Desde então, Jandek tem-se vindo a apresentar ao vivo, com formações variáveis constituídas maioritariamente por músicos locais às cidades em que toca, com uma regularidade assinalável (mesmo que nunca excedendo a dezena de espectáculos por ano).
A sua música, como talvez nenhuma outra, não é comparável com exactidão a nada. Herda, de uma forma muito primordial em algumas canções, uma métrica dos blues primitivos; lida com um atonalismo que lhe é exclusivo, com completa soltura harmónica, estrutural, emocional. Canta-nos a partir de um sítio onde olha todas as coisas com clareza e poesia, aterrorizante como só um ser humano a mostrar-se ao universo no seu estado mais despido, pujante e trémulo o pode ser. Será, porventura, essa a única maneira desta expressão total sobreviver - num sítio onde o mundano não a consiga tocar. Explosões, momentos de quietude absoluta, meditações e ruminações, momentos de difusão e revelação, impolutos de justificações.
Este conjunto de factores fizeram de Jandek um dos criadores mais debatidos do séc. XX por parte de todos os que tomaram conhecimento da sua obra; todas as incógnitas à sua volta, e o facto de os seus discos só poderem ser adquiridos através da fonte, continuam a contribuir para que o mito e a ignorância acerca do mesmo persistam, e que essa discussão não se alastre para um maior número de pessoas.
Contudo, não existe nada de escondido na sua música, nada para explicar - tudo o que há para perceber reside lá, e é nessa totalidade, da oferenda e do silêncio, que vive um dos grandes corpos de trabalho em música deste e do último século. Canções, spoken-word, peças e improvisações de pura e angular energia, pianos massacrados, rockers sorridentes, lamentos espíritas.
Jandek personifica a música num estado de que esta se tem vindo a afastar, o de uma existência verdadeiramente individual, incólume, desconectada de qualquer convenção espiritual, intelectual, social. A brutal transparência dos honestos, de um artista que unicamente nos apresenta a sua arte, onde todas as respostas oferecidas dispensam qualquer pergunta.
site oficial tisue.net/jandek
myspace www.myspace.com/jandek
documentário
http://www.jandekoncorwood.com |
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Local: Fundação de Serralves
Data: 10 de Janeiro
Horário: por confirmar
Entrada: 15 €
Uma co-produção com a Fundação de Serralves |
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