Bilhetes disponíveis na Culturgest, Ticketline e locais habituais
Poster por Pedro Lourenço

FÚ Apresenta no Lounge Rodrigo Amado & Gabriel Ferrandini + FÚ dj set, 21 de Março, 22h30

Rodrigo Amado (saxofonista) e Gabriel Ferrandini (baterista) são dois cúmplices já com um bom açoite de anos a tocar juntos, no Motion Trio (com Miguel Mira), no quarteto de Amado (com Hernâni Faustino e Manuel Mota) ou no projecto Hurricane (com DJ Ride), que lhes tem merecido um amplo e transnacional reconhecimento enquanto exímios e vibrantes instrumentistas, partilhando um plano de entendimento de referência em música improvisada sob o signo do jazz. Na mensalidade FÚ no Lounge de Março visitam-nos enquanto duo, que em tempos recentes tanta recompensadora estrada tem percorrido, desde a inspiradora tour nacional de final do ano passado em muitas das principais salas independentes do nosso país, até à saborosa estadia e digressão no Brasil que aconteceu por alturas do último Carnaval.
Rodrigo Amado progressivamente afirmou-se como das figuras mais constantes, activas e dinamizadoras no panorama do jazz nacional de há três décadas à actualidade, enquanto Gabriel Ferrandini (também agente nos CAVEIRA, ACRE, duo com Pedro Sousa, entre outros) irrompeu na cena jazz e da improvisação livre portuguesa nos últimos anos como um paladino da técnica aliada ao coração, continuamente curioso e aberto a novas experiências colaborativas. Das conquistas partilhadas mais próximas destaca-se também a qualificação do disco 'Burning Live At Jazz Ao Centro', assinado como Rodrigo Amado Motion Trio & Jeb Bishop, como álbum do ano na categoria de 'Melhores Lançamentos de 2012' da New York City Jazz.
Ao vivo no SESC Belenzinho, São Paulo
Vídeo ao vivo na Casa do Alentejo
Vídeo ao vivo no 49 da ZDB, no lançamento do livro "Un Certain Malaise" de Rodrigo Amado
Poster von Calhau!

Calhau! apresentam ‘MAGNETO LUMINOSO CONDUTOR SOMBRA’, Carpe Diem - Arte e Pesquisa, 16 de Março, 22h30

Há dois anos lançaram o seu primeiro LP, ‘Quadrologia Pentacónica’, na editora nacional Rafflesia, e nesta ocasião celebram e apresentam o seu novo álbum MAGNETO LUMINOSO CONDUTOR SOMBRA, novamente em vinil 12'' mas desta feita em edição de autor. Do que já nos foi dado a ouvir, estamos em crer que a música nova foi convictamente construída sobre a música anterior, renovada ferocidade em palmilhar novas avenidas para a canção pagã de substracto electro-acústico, munida por uma engenharia conceptual como poucas outras no globo. Em actividade e operando sob o nome Calhau! e capciosas derivações desde 2006, o casal sediado no Porto, Marta Ângela e João Alves, têm vindo a desenvolver um admirável corpo de trabalho transdisciplinar em artes visuais, filme e música. A sua produção de serigrafias, instrumentos musicais, textos, guarda-roupa & caracterização, e apresentação pública de projecções de filmes, concertos, performances e lectures, evocando referências que vão desde Lygia Clark a Raymond Roussel bem como evidenciando um fascínio pelo “elitismo, às vezes esotérico, de certas manifestações da cultura popular (rural)” como qualificava João César Monteiro, em entrevista por alturas de ‘Veredas’, interpelam-nos a considerar as fabulosas dimensões fasciculadas que compõem a sua cosmologia calhauística. Aceites como sedutoramente bizarros no seio da música independente, e eticamente comprometidos com o humor e o ‘saber fazer em contingência’ no tecido das artes visuais, o par prossegue o seu percurso perpassado por constante arrojo e pertinência. Co-fundadores do estúdio de artes gráficas Oficina Arara na Invicta, apresentaram-se ao longo dos últimos anos em reputados festivais de síntese performática medial, como o portuense Trama ou o italiano NETMAGE. Em complemento destacam-se a sua participação criteriosa nas Residências ZDB de 2009 ou na 10ª edição do Prémio União Latina - no mínimo, memorável, com a sua peça musical com recurso a um coro levada à cena no Centro Cultural de Cascais - assim como a residência artística no Atelier MTK em Grenoble, onde adquiriram vasto conhecimento de trabalho em película para proveito da sua produção fílmica. Será com enorme prazer que acolheremos este par singular de artistas, na apresentação pública inaugural de uma nova obra, no que também constituirá a estreia da produção de concertos da Filho Único no Carpe Diem - Arte e Pesquisa, sito na Rua de O Século, no belíssimo e antigo Palácio Pombal.
Vídeo ao vivo no Festival Circular
Excertos do filme ‘AVESSO’
Bilhetes disponíveis nas lojas Flur e Matéria Prima, e no Espaço Múltiplo do Carpe Diem - Arte e Pesquisa
NOITE PRÍNCIPE c/ Príncipe DJs, DJ Joker, DJ Liofox e DJ Marfox, 9 de Março, Musicbox, 01h

Depois da insanamente BOA festa de aniversário do mês passado, as Noites Príncipes continuam no Sábado 9 de Março. Desta feita o alinhamento é composto pelo habitual aquecimento Príncipe DJs, seguido de DJ Joker, DJ Liofox no vagão seguinte e DJ Marfox até ao cortar da meta. Para os ainda não iniciados, a Príncipe é uma editora de Lisboa, inteiramente dedicada a editar música de dança contemporânea 100% real a ser produzida nesta cidade, nos seus subúrbios, bairros sociais e guetos. Novos sons, formas e estruturas com o seu próprio código de poética e identidade cultural. Queremos certificar-nos que o trabalho incrível que está a ser produzido aqui, seja em house, techno, kuduro, batida, kizomba, funaná, tarrachinha ou noutro novo desenvolvimento estético ainda inominável, deixe de permanecer desconhecido fora dos nossos clubes, telemóveis e quartos. Há um ano que a editora promove mensalmente uma Noite homónima para celebrar esta música e atitude que toma lugar no cúmplice inexcedível Musicbox.
Agora como antes, a entrada dá direito a duas bebidas pelo preço de 8€.
Poster por Márcio Matos.
DJ JOKER @ NOITE PRÍNCIPE
DJ LIOFOX @ NOITE PRÍNCIPE
DJ MARFOX @ NOITE PRÍNCIPE
DJ LIOFOX - 125
DJ MARFOX - DISTORTION ASS MIX
FÚ Apresenta no Lounge Dolphins Into The Future, Floris Vanhoof e City Hands + FÚ dj set, 13 de Fevereiro, 22h30



A Benelux tem sido dos terrenos mais férteis na última década, para tudo quanto concerne o absurdismo, o ritual, o sagrado e o ridículo nas músicas electrónicas contemporâneas. Com uma tradição de largas décadas de recepção, análise e produção nos terrenos do avant-garde de espírito mais punk, entre a electro-acústica mais exigente e a cerveja mais barata, belgas e holandeses têm levado o DIY com a ironia dos mais sérios. Deste universo temos o prazer de vos apresentar três dos maiores trunfos da área. Dolphins Into The Future, cuja evolução temos vindo a ter o privilégio de assistir em Portugal, será porventura o nome mais reconhecível. A sua última presença, o ano passado no Jardim das Esculturas do Museu do Chiado, veio na senda do seu ''Canto Arquipélago'', união de tecituras mornas e turvas, e gravações de campo feitas durante meses nos Açores. Quando o ouvimos no último Verão, porém, estava a trabalhar numa ópera partindo desses dois procedimentos técnicos; o que escutámos foi magia - Hugh LeCaine nas ilhas. Floris Vanhoof é um menino prodígio das sintetizações e do processamento de sinal na hora, com efeitos dramáticos de nota, e uma espontaneidade no trabalho sobre a matéria de som moldável que tem tudo a ver com as experimentações mais felizes dos pioneiros da electrónica de meados do séc. XX - para adeptos do "Williams Mix" do Cage e do dodecafonismo quando aprendeu a rir de si próprio. Estreia! A arrancar a noite, o projecto a solo do mítico Manuel Padding, nobre vadio das ruas de Den Haag, e co-fundador dos Mean Motion (c/ Christelle Gualdi/Stellar Om Source), tem aqui espaço para as suas mercuriais ruminações entre o pulso dos selvagens e o ruído dos bravos, com as mãos a tratar objectos, electrónica e um microfone calibrado para melhor enaltecer o uivo dos bravos.
Trailer para “Canto Arquipélago” de Dolphins Into The Future
Floris Vanhoof ao vivo no Espace Papillon
City Hands - Free Ride
Príncipe - Primeiro Aniversário, Sábado, 9 de Fevereiro, Musicbox, 1h

Sábado, 9 de Fevereiro, a Príncipe – a editora e promotora das Noites homónimas mensais acolhidas no cúmplice inexcedível Musicbox - celebra o seu primeiro aniversário (com direito a bolo e tudo) numa extravaganza recheada com o seu quadro de honra que em 2012 tanta alegria, frescura e vibrância tornou estas noites de clubbing um fenómeno tão único e acarinhado na noite lisboeta. A todos os nossos amigos que resistem e sobrevivem na capital do outrora dito Império, a todos os de visita e curiosos, seja qual for a vossa idade, cor de pele, orientação sexual, dinheiro na carteira, roupa no corpo, estas Noites são para todos os que vêm para dançar música daqui e agora noite adentro esquecendo o mundo lá fora. Aproveitamos a ocasião especial para dois dias antes da festa disponibilizarmos online gratuitamente no Soundcloud da Príncipe (streaming e link para download) um dos primeiros e mais importantes registos de sempre de Batida editadas por cá – a compilação que a antiga crew de DJ Marfox, DJ Marfox, DJ N.k., DJ Pausas, DJ Fofuxo e DJ Jesse lançou em 2006, "Djs Di Guetto Vol.1".
A partir da 1h, com entrada a valer 8€ com direito a duas bebidas consumíveis.
Poster por Márcio Matos.
Poster por Pedro Lourenço

Keiji Haino, Sala dos Espelhos do Palácio Foz, 5 de Fevereiro, 22h

Keiji Haino (n. 1952, em Chiba, Japão) é um dos músicos e performers mais extraordinários dos nossos dias. Não conhecemos ninguém que, em palco, consiga transportar de uma maneira tão milagrosa, aparentemente impossível e forte, a experiência da actuação do artista perante o público.
Com uma carreira com mais de quatro décadas, falamos de alguém que é um dos paradigmas nas linguagens da improvisação livre e do rock mais avançado, alicerçando-se na sua devoção ao poder dos blues primordiais, que transfigura em monumentais exorcismos, que parecem ir para lá de todas as possibilidades que dizem respeito ao contexto de um concerto, de um ritual, e daquilo que parece possível. Há sempre, seja qual for a opinião de quem assistiu a estas cerimónias, um antes e um depois de vermos Haino ao vivo.
Desde 1970, quando forma a seminal banda Lost Aaraaf que abandonaria a meio da década, evoluiu para vários projectos a solo (Aihiyo e Nijiumu), em grupo (Knead, Fushitsusha – das grandes bandas da história do rock - e Vajra) e frequentes colaborações com outros músicos e grupos (Derek Bailey, Jim O’Rourke, Peter Broetzmann, Fred Frith, Faust, Boris ou Loren Mazzacane Connors, entre muitos outros) bem como com poetas, coreógrafos e bailarinos, como Min Tanaka e Kazuo Ohno. Coleccionador de instrumentos etnográficos, tem exemplos na sua extensa discografia de registos conduzidos em electrónica solista (como o theremin digital ou o ‘air synth’) e uma parcela generosa dedicada somente a um único instrumento (percussão, guitarra acústica, sanfona). O seu nome é reconhecido primordialmente como um dos mais explosivos e iconoclastas guitarristas do planeta, ao que importa sempre relevar o seu protagonismo como um dos mais inventivos vocalistas na música improvisada, com um espectro de interesses e concretizações que vão de um indescritivelmente assombrado canto melódico às suas idiossincráticas convulsões guturais a plenos pulmões.
Por influência do magnífico álbum ‘Un Autre Chemin Vers L’Ultime’ de 2011, cuja gravação central da obra o fixou em voz e reverberação natural nas profundidades de uma gruta na vila francesa de La Haye de Routot, desafiámos o mestre nipónico dos black blues para uma performance vocal a solo na Sala dos Espelhos do Palácio Foz – mesmo que nos antípodas do espaço de gravação desse registo, trata-se de uma das melhores acústicas que já ouvimos em Portugal, e que entusiasmaram o artista. Há muito tempo que queríamos voltar a mostrar-vos o Sr. Haino ao vivo; chegou o dia. Imperdível, pode parecer inacreditável, é dizer pouco.
Entrevista Time Out Tóquio, 2012
Trailer "Document Haino Keiji"
Bilhetes disponíveis no Palácio Foz e nas lojas Flur e Matéria Prima
Evento integrado nas comemorações dos 470 anos de amizade entre Japão e Portugal

Poster por Pedro Lourenço
